Quando uma criança fala pouco, fala menos do que outras da mesma idade ou ainda não começou a falar, é natural que a família fique preocupada. Essa costuma ser uma das dúvidas mais frequentes entre mães e pais nos primeiros anos da infância, especialmente quando a comparação com outras crianças começa a aparecer em conversas, na escola ou dentro da própria família.
Camila Koszka acompanha esse tipo de queixa com frequência e sabe que, por trás dessa preocupação, existe quase sempre a mesma sensação: a de não saber se ainda é hora de esperar ou se já passou do momento de investigar. O atraso de fala infantil é, de fato, uma das queixas mais comuns na fonoaudiologia infantil. E, quando olhado cedo, permite que a família entenda melhor o que está acontecendo e encontre um caminho mais claro.
O que é atraso de fala infantil?
Atraso de fala é quando a criança não atinge os marcos esperados para a sua faixa etária no desenvolvimento da comunicação. Isso significa que ela pode demorar mais para falar as primeiras palavras, ampliar o vocabulário ou começar a formar frases.
É importante diferenciar atraso de fala de quadros mais persistentes. O atraso costuma ter caráter transitório, enquanto transtornos da linguagem continuam ao longo do tempo e exigem acompanhamento mais prolongado. Essa diferença faz bastante sentido na prática, porque ajuda a entender se a criança está apenas em um ritmo mais lento ou se existe uma dificuldade de linguagem que merece outro tipo de atenção.
AGENDE SUA CONSULTAMarcos normais do desenvolvimento da fala
Observar os marcos do desenvolvimento ajuda a família a perceber quando a fala está dentro do esperado e quando vale buscar avaliação.
1 ano: primeiras palavras e gestos
Por volta de 1 ano, a criança já costuma dizer as primeiras palavras, mesmo que de forma aproximada. Também é esperado que reconheça o próprio nome, faça gestos como dar tchau, apontar, bater palma e use o corpo para se comunicar.
18 meses: expansão do vocabulário
Com 18 meses, o vocabulário tende a crescer de forma mais evidente. A criança geralmente passa a falar entre 20 e 50 palavras, usa menos gestos do que antes e recorre mais à fala para se expressar. Também começa a levar brinquedos para o adulto para compartilhar interesse e chamar atenção.
2 anos: frases e diagnóstico
Aos 2 anos, a criança já deve começar a juntar duas palavras em frases simples e usar mais a fala do que o choro para mostrar o que quer. Essa é uma fase importante porque ajuda a diferenciar um atraso de fala de um quadro mais persistente de linguagem.
3 anos: conversação e relatos
Por volta dos 3 anos, espera-se uma fala mais organizada no dia a dia. A criança costuma ter cerca de 1.000 palavras no vocabulário, conversar com adultos sobre acontecimentos da rotina e contar pequenas histórias do seu jeito.
Quando procurar uma Fonoaudióloga?
A fase de 0 a 3 anos é muito importante para o desenvolvimento da fala. Isso não significa que, depois disso, não exista caminho. Significa apenas que observar cedo faz diferença.
Se a criança não atingiu os marcos esperados para a idade, fala muito pouco, depende mais de choro e gestos do que de fala para se comunicar, ou parece não avançar mesmo com estímulo em casa, vale procurar uma avaliação fonoaudiológica. Esse passo não precisa nascer do medo. Pode começar pela escuta certa, por uma orientação mais clara e por um olhar técnico que ajude a família a entender melhor o momento da criança.
Conheça o Mapa de Partida
Para as famílias que ainda estão tentando entender em que fase de comunicação o filho está, Camila Koszka oferece o Mapa de Partida, uma ferramenta criada para organizar essa dúvida inicial de forma simples e acessível.
O Mapa de Partida ajuda a mãe a perceber em que momento da comunicação a criança está e se já existe sinal de que vale buscar avaliação fonoaudiológica. É uma forma rápida e prática de sair da incerteza e olhar para a fala com mais direção.
Fazer o Mapa de Partida
